Este é um arquivo com o texto principal da newsletter. Se quiser acompanhar o conteúdo completo todas as segundas-feiras, clique aqui.


“Fui criado para me esconder?”, perguntou o homem.

A vida é como o desabrochar das flores. Elas nascem, crescem e murcham. São tão tímidas no começo, tão deslumbrantes em sua breve existência e tão melancólicas em seus últimos suspiros.

“Eu quero ser como uma flor seca dentro de um livro”, disse o homem.

“Por quê?”, disse a voz dentro de si.

“Para viver. Para viver o que não vivi. Para dançar pelas páginas cheias de aventuras. Para conhecer diferentes pessoas. Para ser alguém que nunca fui”.

“Mas as flores estão mortas e secas e cheias de arrependimentos”, refletiu a voz, tão quieta e com dúvidas infinitas.

O homem ponderou as palavras. Suas próprias palavras. Palavras que o enganavam, que o impediam de seguir. “Não!”, ele exclamou, extraindo toda a força de dentro de si. “Não!”, ele repetiu.

“As flores não estão cheias de arrependimentos.” Ele olhou ao espelho e apontou o dedo. “As flores aproveitaram cada segundo de suas vidas. Elas viveram sem medo”.

A voz em sua mente parou por um instante. Ela não conseguia compreender uma vida sem medo.

“Mas elas estão secas!”, exclamou a voz com toda a sua fúria. 

“Não!”, disse o homem. “Elas estão onde sempre sonharam estar”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s