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O menino chorou no primeiro dia que segurou um violino. Não era porque estava emocionado, mas porque doía. Seus pequenos braços tremiam e o seu queixo não aguentava segurar o instrumento no lugar certo. Ele estava assustado.

Ele não amava o violino, mesmo depois de meses aprendendo. Diabos, ele odiava ir às aulas por causa daquele professor rude e aterrorizante. O homem gritava e colocava agulha no braço das crianças para que ficassem na posição correta.

O menino desistiu de tocar violino e, após expressar com todas as letras que não se arrependeria de ter parado, foi pego de surpresa pela nostalgia e amor que nutria pelo instrumento. Ano após ano ele imaginava como seria a sua vida se tivesse continuado. Imaginava se um dia conseguiria realizar o seu sonho de tocá-lo novamente.

Depois de adulto considerou diversas vezes, mas sempre adiava com alguma desculpa qualquer.

Inevitavelmente, a vontade despertou dentro de si e dessa vez foi mais forte do que qualquer sentimento de negação. Ele precisava voltar ao violino. Era a sua paixão. Uma paixão escondida e enterrada.

O menino finalmente aceitou o seu destino.


Hoje eu quis trazer este texto, pois ele cabe no tema de Dia das Crianças, que acabou de passar, e faz parte da minha história. Eu decidi voltar ao violino e aprender fazendo curso online. Há algumas semanas assisti a este vídeo e este (que não são de violino, mas de pianos) e fui sugado para um universo de pensamentos sobre como eu não poderia deixar a minha vida passar sem voltar ao instrumento.

Isso é engraçado, pois você sempre vê pessoas que fotografam tendo alguma relação com a atividade desde crianças. Vários colegas da faculdade cresceram fotografando e tinham isso no seu DNA. Comigo foi diferente. Eu cresci com música, sempre amei música, mas nunca segui, pois não tinha motivação ou metodologia que me deixasse inspirado para continuar. Agora resolvi usar o amor como ponto de partida.

Mas eu não quero que isso seja uma carreira. Eu quero apenas aprender, errar e continuar aprendendo sem ter qualquer pressão, sem me preocupar em fazer dinheiro com isso. Talvez seja a melhor forma de seguir em frente com algo sem estragar a experiência.

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