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Já é possível dizer que eu tenho mais foto de praia do que de qualquer outra coisa. São de todos os tipos, cores e estilos que você pode encontrar. Praia é um dos meus principais objetos de fotografia, porque me traz possibilidades infinitas de imagens. A luz do sol nunca é a mesma, portanto cada reflexo na água é uma nova pintura a ser registrada. Nessa perspectiva, isso é incrível, pois sempre há algo novo a se fazer.

Mas será mesmo? E quando você está com tédio do que fotografa?

No final de semana passado eu fui até a praia para fotografar. Logo notei que dali não sairia nada de muito especial se eu continuasse apenas apontando câmera para o mais belo ao meu redor. Eu estava entediado pelo cenário – não por ele ser feio – mas por não proporcionar o que eu buscava.

Depois de fazer várias fotos, parei por um momento e pensei. Tentei vencer a falta de criatividade usando a técnica da dupla exposição e registrei a praia novamente. Agora ela estava duplicada, diferente, surreal. As pessoas penduras verticalmente, prédios estáticos em uma parede ereta e montanhas inertes no instante que não se desfaz.

Eu fiz apenas uma foto assim. Às vezes tento me limitar a um único clique para fazer o meu melhor, assim como acontece em fotografia de filme.

O tédio é libertador, pois ele permite que pisemos além do espaço no qual estamos acostumados. Precisamos de mais tédio.

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